sexta-feira, 15 de abril de 2011

[Crítica] Pânico 3


Direção: Wes Craven
Ano: 2000
País: EUA
Duração: 116 minutos
Título original: Scream 3

Crítica:
Texto com Spoilers!

Enfim chegamos ao esperado terceiro ato do assassino Ghostface. Dizem que o último grito é o mais aterrorizante, mas será? Esta Parte 3 é a primeira sem o Kevin Williamson como roteirista. No lugar dele entra Ehren Kruger, e claro, muitos fãs revoltados. Mas para o consolo deles, Wes Craven é um egoísta e não deixa ninguém mexer na sua amada franquia (ainda bem). Ele sentou na cadeira do diretor e só sairá de lá morto.

Este terceiro continua seguindo a perseguida Sidney Prescott, agora ela vive isolado no meio do mato com seu cachorro. Mas quando o elenco de Facada 3, aquela franquia baseada nos assassinatos do primeiro filme (que aparentemente trocou de nome, o que aconteceu com A Apunhalada?), começa a morrer na ordem em que vão para o saco no roteiro, Sid, Gale e Dewey têm que se juntar para descobrir a identidade do novo assassino, que parece trazer segredos do passado...

Todas as sacadas dos filmes anteriores estão presentes neste. Perseguições emocionantes aos protagonistas antes da metade do filme, personagem sobrevivente do filme anterior que vai para o saco antes mesmo da loira bitch (Sim Cotton, eu estou falando com você), quase todos os personagens conseguem dar uma escapadinha antes de morrer, humor negro e, claro, a volta do trio amado por todos.

Nesta parte temos um maior aprofundamento sobre o drama da Sid. Não mencionei nas críticas anteriores, mas sua mãe foi morta pelos primeiros assassinos dois anos antes das mortes do original. É claro que isso é uma trilogia e como o especialista em terror, Randy (Sim, ele morreu no segundo, mas volta em vídeo para explicar as novas regras), diz: Algo do passado que parecia ser certo, volta com uma revelação bombástica que ninguém sabia. Ele estava certo, acontece uma revelação importante sobre a morte da mãe, e Sid fica vendo o fantasma da mãe. Como se correr do assassino fosse pouco...

Devido a esse drama, o humor negro fica um pouco abalado. Mas temos Jennifer (Parker Posey), uma versão genérica da Gale, que carrega todo o humor do filme nas costas. Ela, literalmente, rouba a cena e tem as melhores falas do longa. Sem contar que ela cria um novo conflito entre Dewey e Gale. É sempre bom vê-los brigando. E o que dizer da dupla formada por ela e Gale, é de morrer de rir. No terceiro ato então, meu Deus, é uma comédia as duas correndo e gritando. Jennifer é, definitamente, a diva da primeira trilogia.

Temos algumas coisas que não existiam nos filmes anteriores, como a assombração da mãe da Sid e, principalmente, o assassino ter várias vozes e poder se passar por qualquer no telefone. Alguns fãs simplesmente surtaram por isso. Eu achei meio estranho, mas e daí, né? É Pânico. Quero mais é que me surpreendam.

Está aí, pessoal. As críticas dos três primeiros filmes. Agora irei correndo para o cinema e saber o que Wes preparou para mim desta vez. Aguenta coração. Se eu gostei da primeira trilogia? Sim, eu realmente adorei. Foi um prazer enorme relembrar esses personagens maravilhosos e ir com a cabeça fresquinha para a sessão. Não importa o que dizem, todos os Pânicos são ótimos.

Trailer Legendado:

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Comentários
1 Comentários

1 comentários:

  1. "Mas quando o elenco de Facada 3, aquela franquia baseada nos assassinatos do primeiro filme (que aparentemente trocou de nome, o que aconteceu com A Apunhalada?)". O que aconteceu foi que a dublagem foi errada, no filme original continuou Stab - ri muito disso, a pessoa vê o filme dublado e critica como sendo o original

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